Finalmente terminei de ver todos os maiores sucessos do diretor, e estou aqui para ranqueá-los do pior ao melhor.
Antes, gostaria de parabenizar esse cara, que me conquistou por completo. Noites Brutais, A Hora do Mal e Resident Evil, todos tem uma qualidade absurda.
Se você ainda não conhece Zach Cregger, ele é diretor, roteirista, ator e produtor. O mesmo iniciou sua carreira na comédia, onde chegou inclusive a atuar em esquetes ao lado de seu melhor amigo, Trevor Moore, antes de estrelarem o seu primeiro filme juntos.
Atualmente com 45 anos, é casado com a atriz Sara Paxton, de 38 anos. Os dois se conheceram em 2013 no set de filmagens de Love & Air Sex, que curiosamente viveram um casal. É a vida imitando a arte.
Bom, partiu para o que interessa: o rank dos piores e melhores filmes de Zach Gregger.
4. Miss Março: A Garota da Capa

O longa é literalmente a primeira produção que Zach Cregger dirigiu, escreveu e atuou. E como o próprio chegou a falar em entrevistas: “foi um fracasso total”.
Em Miss Março: A Garota da Capa, Eugene acorda de um coma descobrindo que sua namorada virou modelo de uma revista adulta. A partir disso, ele e seu melhor amigo fazem uma viagem rumo a casa das coelhinhas.
Não preciso explicar muito, se trata de um besteirol difícil de agradar todo mundo. Merece estar no último lugar da lista.
Para entender melhor a trama e o que aconteceu para Cregger estar neste projeto, explico melhor nesse artigo.
3. Noite Brutais

Nunca deixe uma obra pela metade, e isso serve também para séries (Breaking Bad que o diga).
Cerca de dois anos atrás dei play em Noites Brutais, larguei assim que o personagem de Justin Long entrou em cena. Lembro que me amarrei na ideia de alugar um airbnb com uma pessoa já hospedado nele.
Dito isso, MUITO BOM!
Se soubesse que terminaria numa trasheira tão boa quanto não teria demorado tanto para ver, sério.
Em resumo, Barbarian apresenta uma mulher alugando um airbnb já ocupado. No dia seguinte, Tess descobre uma passagem secreta no porão, levando-a a um esconderijo de um monstro parecido com a Abigail da Área 51.
E foi bem nesse ponto da história que abandonei na época, quando AJ aparece do nada dirigindo seu carro. O personagem, no entanto, é dono da casa que Tess e Keith se hospedaram anteriormente.
Assim que ele encontra o local onde os outros estão sendo mantidos em cativeiro, o diretor da um corte para voltar ao passado para explicar o que de fato está acontecendo naquele lugar estranho.
Daqui em diante não darei mais spoilers. Veja por conta própria.
2. Resident Evil

Não esperava nada, nem conheço os jogos da franquia. Porém, sai muito satisfeito do cinema. E quanto mais penso na maneira como Zach Cregger entregou essa adaptação de videogame, gosto mais ainda.
Acredito que seja uma produção que vai agradar tanto os fãs quanto os curiosos. O diretor consegue colocar elementos de um jogo de videogame dentro da história sem parecer forçado. As mudanças de ambiente, visões em primeiro pessoa e aquele receio do Bryan em enfrentar os monstros reforça essa ideia.
O longa arrecadou quase US$ 200 milhões de dólares no momento que estou escrevendo, além de ter entrado no One Million Watched Club, lista de filmes a ultrapassarem um milhão de assistidos no Letterboxd, em apenas 13 dias de lançamento.
1. A Hora do Mal

Dentro da filmografia de Zach Cregger, talvez A Hora do Mal seja o mais coeso de todos, com um estilo característico do diretor de contar a história semelhante ao que fez em Noites Brutais, mostrando perspectivas diferentes da mesma situação por ponto de vista de outros personagens.
A trama é o seguinte: uma cidade inteira impactada após várias crianças sumirem no mesmo horário de madrugada, por volta das duas e dezessete da manhã, sobrando apenas o pequeno Alex e a professora Justine como principal suspeita dos desaparecimentos.
Quantas crianças sumiram? 17. Quantas pessoas sobraram na sala de aula? 2. Ou seja, 2 horas e 17 minutos. ABSOLUTE ZACH CREGGER!
A Hora do Mal possui símbolos que boa parte do público deixou passar despercebido, como a AK no sonho do pai interpretado por Josh Brolin. O título original ‘Weapons’, que significa ‘Armas’, se refere justamente as vítimas que viraram armas nas mãos da vilã.
Tudo vira arma nesse filme.
E mais: a Tia Gladys chega a citar para o diretor da escola, Marcus, que os pais do Alex estão com uma doença, e ele diz ser uma muito, muito antiga. Isso deixa claro que ela é uma bruxa velha e que provavelmente fez mais vítimas ao longo dos anos, para manter a saúde intacta.
Esse fato se conecta ao longa Gladys, previsto para estrear em 2028, novamente com roteiro original de Zach Cregger. Será que veremos o passado dela no século XIX?
Mas e aí, concorda ou discorda do rank? Diz nos comentários!
Difícil ranquear do pior ao melhor pois estou com os três últimos frescos na minha cabeça, gostei de todos igualmente.
Independente disso, esse diretor se tornou hoje um dos nomes em Hollywood que vale a pena ficar de olho quando tem projeto novo.