Quando Wes Craven revolucionou o slasher com Pânico, os estúdios correram para replicar a mesma fórmula em seus filmes. Obviamente, a maioria deu ruim e custou se pagar nas bilheterias.
O segredo do Ghostface está na metalinguagem e em personagens inteligentes, assim como Randy, que sabia exatamente as regras para sobreviver em um filme de terror.
A narrativa autoconsciente e a quebra dos clichês estabelecidos pelo gênero fizeram o longa se tornar um marco no cinema.
Fique com os filmes slasher parecidos com Pânico que não deram certo:
Pânico em Lovers Lane (2000)

Antes de se tornar a icônica e hilária Cindy Campbell em Todo Mundo em Pânico, Anna Faris estrelaria meses antes esse terror ambientado na cidade de Lover’s Lane.
E a atriz foi quem mais tirou proveito disso tudo, pois conheceu o ator Ben Indra no set de gravações, com quem ficou casada entre 2004 e 2008.
A história do filme acompanha um assassino que utiliza um gancho afiado em suas mãos, retornando à cidade para assassinar os filhos de suas primeiras vítimas.
Mas o que de fato chama a atenção é que, durante as filmagens, a produção foi proibida de continuar temporariamente devido a um crime real: um triplo assassinato de estudantes que aconteceu em um colégio da região na mesma época.
Medo em Cherry Falls (2000)

A saudosa atriz Brittany Murphy vive uma jovem filha de um xerife, que resolve por conta própria iniciar uma investigação para capturar o responsável pelos assassinatos na cidade.
Uma coisa que virou piada em produções de terror é o fato das personagens sexualmente ativas morrerem rápido e as virgens sempre ficarem vivas no final para contar história. Mas não em Medo em Cherry Falls.
O assassino desse filme procura especialmente garotas viagens para matar. Algo tão chamativo que parecia não ter como dar errado.
O Dia do Terror (2001)

Em mais uma tentativa fracassada de se tornar o novo Pânico, desta vez a abordagem muda um pouco e passa a se situar no Dia dos Namorados.
O elenco reuniu nomes conhecidos da época, como Katherine Heigl e Denise Richards. Além disso, a própria Warner Bros. comprou um comercial no evento de maior audiência da TV americana, pois acreditava fielmente no potencial do projeto.
Até hoje, O Dia do Terror detém o recorde de um dos filmes mais barato da história a ganhar um comercial exclusivo no Super Bowl.
No fim, nem o dinheiro gasto na produção e no marketing salvou o longa. O diretor Jamie Blanks, que já havia feito Lenda Urbana — filme esse que também se assemelha a Pânico —, sofreu com a correria no set.
Para ter uma noção, o galã David Boreanaz gravou absolutamente todas as suas cenas em um intervalo de apenas duas semanas. O resultado foi um slasher arrastado, com um assassino previsível e que deu um prejuízo gigante ao estúdio.
Jogando com a Morte (2001)

Podemos dizer que esse merece o troféu de maior cara de pau de toda a lista.
Originalmente, o título de Jogando com a Morte (Final Stab) seria algo como Final Scream, uma intenção clara de confundir o público menos atento, que iria aos cinemas achando que era uma sequência de Pânico.
A Dimension Films, dona da franquia original, descobriu a tramoia e ameaçou abrir um processo judicial por plágio. Por medo, mudaram o título de última hora para Final Stab.
Se você conhece bem a franquia Pânico, sabe que dentro daquele universo existe uma série de filmes fictícios chamada Stab. Ou seja, a ameaça judicial acabou não dando em nada e continuaram copiando de uma maneira diferente.
Mas achou que acabaria por aqui? Errado. Quando Jogando com a Morte chegou nas locadoras do México, o título oficial foi trocado para Scream 4, sendo que demoraria anos para a verdadeira continuação da franquia chegar aos cinemas.
Histeria (2000)

Imagina você estar preparando uma paródia de Pânico mas tudo ser jogado no lixo porque simplesmente lançaram uma melhor meses antes nos cinemas? Foi exatamente isso que aconteceu com Histeria.
Os personagens e história são muito parecidos com Todo Mundo em Pânico: um assassino mascarado aterrorizando jovens do ensino médio, uma repórter em busca da reportagem perfeita e um policial bobo que tenta desvendar todo o mistério.
Com tantas similaridades assim, o resultado final ficou bizarramente idêntico ao filme dos irmãos Wayans. Agora, e se Histeria fosse lançado antes, será que teria feito o mesmo sucesso?
Mais uma conexão entre os projetos acontece no elenco. O ator Simon Rex também aparece aqui interpretando um dos adolescentes. Ele ficou famoso pela frase hilária: “Você me odeia porque eu sou negro!”, dita em Todo Mundo em Pânico 3.
Esquiando para a Morte (2003)

O diretor Greg Huson ficou preso em um hotel capenga durante uma nevasca. A experiência traumática resultou no primeiro esboço do que seria no futuro Esquiando para a Morte.
Apesar da ideia ter surgido anos antes de Pânico, foi depois do enorme sucesso do clássico que o longa começou a ser produzido pela MGM Home Entertainment.
A narrativa também constrói um mistério em torno da identidade do assassino. Além disso, os personagens conhecem muito bem os clichês do gênero.