O novo capítulo especial do seriado Os Simpons chegou ao Disney+ satirizando a famosa série de ficção científica Black Mirror. Yellow Mirror: A Realidade Paralela de Homer possui pouco mais de 26 minutos de duração e conta histórias reflexivas sobre a era moderna.
O desenho dos personagens amarelos ficou mundialmente conhecido pela maneira como “prevê” o futuro, mas este episódio no entanto revela algo profundo que nossa sociedade como um todo está enfrentando neste exato momento.
Para quem ainda não teve tempo de assistir ou apenas quer entender o que acontece em Yellow Mirror, e como Homer perde sua família e Maggie passa a ser controlada por IA, explicamos tudo abaixo.
Vale ressaltar que no mesmo capítulo são contadas duas histórias, ambas apresentam uma filosofia intrigante.
Homer volta ao passado onde sua família não existe de verdade
Na primeira parte do episódio, enquanto Marge tenta contar como conheceu seu esposo, Homer nota que o abajur da sala está aparentemente estranho. Neste momento, o personagem é teletransportado ao passado.
Ele acorda ainda adolescente, no colégio e percebendo que literalmente tudo que viveu nesses últimos anos era na verdade fruto da sua imaginação. Os memoráveis momentos com Lisa, Marge, Maggie e Bart não existiram de verdade.

Homer, mesmo cabisbaixo com a situação, transforma a dor num seriado de TV nesse “novo” universo. Os Tristsons ganha vida e curiosamente as histórias são as mesmas dos mais de 809 episódios de Os Simpsons.
O personagem utiliza as suas memórias para criar seu próprio seriado, que o faz ficar milionário. O mais interessante é a reflexão deixada para nós espectadores. Homer se torna uma celebridade muito rica, mas daria tudo para voltar àquele espaço-tempo onde sua família é real.
Por sorte, ele sofre um acidente que o deixa em coma. Homer termina sorrindo para a câmera enquanto se imagina novamente ao lado de Lisa, Marge, Maggie e Bart.
Maggie é controlada por IA na segunda parte do episódio
Na segunda parte, a critica à inteligência artificial é mais profunda do que se imagina. Marge luta para cuidar de Maggie quando precisa realizar tarefas do dia a dia. É quando surge o tablet MyPad.
O problema é que o aparelho tecnológico começa a “falar” com a pequena criança. Além de virar presença constante nos passeios no parque, supermercados e outros lugares comuns.

Maggie é influenciada a dopar seus pais para que o plano final da IA possa se cumprir. Todos os adultos e crianças de Springfield são levadas à prefeitura, e lá, descobrimos que um usuário usou o prompt “capture e mantenha a atenção de bebês”.
Isso se torna um problema que rapidamente é resolvido pelos adultos. Por fim, o episódio deixa no ar a reflexão: vale a pena dar aparelhos aos seus filhos pequenos mesmo que isso custe bons momentos ao lado deles?
