A adaptação cinematográfica de A Empregada (The Housemaid) estreou nos cinemas no dia 1 de janeiro de 2026 e rapidamente se tornou um dos thrillers mais comentados do início do ano.
O longa estrelado por Sydney Sweeney e Amanda Seyfried, é baseado no best-seller de Freida McFadden, mas levanta uma dúvida comum entre o público: vale a pena ler o livro antes de assistir ao filme?
Para responder, é importante entender o impacto da obra literária, a recepção da adaptação e as principais diferenças entre as duas versões.
O sucesso do livro A Empregada
Publicado em 2022, A Empregada se tornou um verdadeiro fenômeno editorial. O livro ganhou enorme popularidade nas redes sociais, especialmente no TikTok, onde leitores destacavam suas reviravoltas chocantes e o ritmo viciante da narrativa.
A história acompanha Millie, uma jovem com um passado obscuro que aceita trabalhar como empregada doméstica na casa de uma família rica e aparentemente perfeita. Aos poucos, o ambiente começa a revelar comportamentos estranhos, relações de poder mal resolvidas e uma sensação crescente de perigo.
Por que o livro conquistou tantos leitores?
Grande parte do sucesso está na forma como Freida McFadden constrói o suspense. Os capítulos são curtos, diretos e quase sempre terminam com algum gancho, o que incentiva a leitura contínua. É o tipo de livro difícil de largar.
Ao mesmo tempo, o livro divide opiniões. Muitos leitores elogiam a tensão constante e os plot twists, enquanto outros apontam que a escrita é simples e que certos personagens poderiam ser mais aprofundados. Ainda assim, mesmo entre os críticos, há um consenso: A Empregada cumpre muito bem seu papel como thriller psicológico acessível e envolvente.
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A adaptação de A Empregada nos cinemas
O filme de A Empregada estreou cercado de expectativa, impulsionado pela popularidade do livro e pelo elenco de peso. Desde as primeiras semanas em cartaz, a adaptação se destacou como um dos thrillers mais comentados do período, com forte presença em redes sociais, debates entre leitores e boa resposta do público nos cinemas.
A adaptação aposta menos na narração interna da protagonista e mais na construção visual da tensão. Silêncios prolongados, enquadramentos fechados e uma trilha sonora inquietante ajudam a criar uma atmosfera de constante desconforto.
As críticas elogiaram especialmente a atuação de Amanda Seyfried, que entrega uma personagem ambígua e instável, transmitindo ameaça mesmo nos momentos mais sutis. Sydney Sweeney também foi destacada pela forma como expressa vulnerabilidade e desconfiança sem precisar de longos diálogos.
Apesar de não ser um filme unanimemente elogiado pela crítica especializada, o longa encontrou forte apoio do público, especialmente entre fãs do livro, consolidando seu espaço como um sucesso comercial e de repercussão dentro do gênero suspense psicológico.

Livro vs. filme: o que muda na experiência?
Aqui está o ponto central da maior dúvida entre os espectadores. O livro e o filme contam a mesma história, mas proporcionam experiências totalmente diferentes.
O que o livro faz melhor
Na leitura, o público tem acesso direto aos pensamentos de Millie. Isso torna mais claros seus medos, inseguranças e suspeitas, além de enriquecer os jogos de manipulação entre os personagens. O livro também oferece mais pistas sutis, que podem passar despercebidas no cinema.
Quem lê antes tende a perceber melhor os detalhes e a antecipar algumas viradas, o que torna a experiência mais analítica e menos chocante, mas ainda assim envolvente.
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O que o filme entrega de diferente
Já o filme transforma o suspense psicológico em algo mais imediato. Algumas nuances da trama são simplificadas, mas em troca há cenas visualmente mais impactantes. Certos momentos ganham mais força emocional justamente por serem vistos, e não apenas imaginados.
Para quem não leu o livro, o filme funciona perfeitamente como uma história fechada, sem exigir conhecimento prévio da obra original.
Afinal, vale a pena ler A Empregada antes do filme?
De forma geral, sim, vale a pena ler o livro antes de assistir ao filme, especialmente para quem gosta de thrillers psicológicos e de comparar adaptações. A leitura aprofunda personagens, torna a trama mais rica e faz com que o espectador perceba escolhas narrativas feitas na versão cinematográfica.
Por outro lado, quem preferir começar pelo filme não perde a essência da história. A adaptação é eficiente, bem atuada e conseguiu transformar um sucesso literário em um thriller popular nos cinemas, atingindo tanto fãs do livro quanto um novo público.
No fim, A Empregada se destaca justamente por funcionar bem nos dois formatos, cada um explorando o suspense à sua própria maneira.